Como disse em meu perfil, segundo minha mãe, meu repertório é variado e há o momento certo para se falar de cada assunto. Apesar de ter criado um espaço para comentar situações mais leves e divertidas, quando tiver que falar sobre um assunto sério, irei falar ... Porque apesar de investir atualmente em uma nova carreira, serei sempre advogada, sobretudo das causas humanas, daquelas que não nos enriquecem com honorários gordos, mas nos fazem compreender que um mundo melhor depende de nossas atitudes e sobretudo do respeito para com nossos semelhantes. Semelhantes por sermos todos humanos, mas muitas vezes diferentes em nossas realidades.
Por isso que dedico este post ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Toda forma de violência é repugnante, mas palavra de quem já trabalhou diretamente com vítimas deste crime abominável, é muito triste constatar os traumas que ele pode causar em um ser que não apresenta condições de defesa, fora o julgamento de uma parte altamente retrograda de nossa sociedade que pode resultar da exposição do caso.
A data existe desde 2000, instituída pela Lei Federal Nº 9.970. em homenagem a garota Araceli que foi vítima deste crime brutal, que chocou o país e ficou conhecido como o "Crime Araceli", ocorrido em 1973, em Vitória (ES). A campanha visa alertar a sociedade sobre a realidade destas crianças e adolescentes que sofreram abuso e exploração sexual e incentivar as denúncias.
Segundo os dados de atendimentos feitos pelos Creas do Estado de Alagoas, nos últimos quatro anos foram registrados 940 casos de abuso sexual e 606 de exploração sexual. As vítimas em sua maioria, foram encaminhadas pelo conselho tutelar, escola, família e juizado. Na maioria dos casos a faixa etária das vítimas encontra-se entre os 7 a 14 anos, geralmente são meninas oriundas de famílias com renda de até meio salário mínimo e a maior parte deles ocorrem dentro de seu próprio lar. Passou da hora de quebrar o pacto de silêncio tão característico deste tipo de violência. Denuncie já, denuncie sempre. Jamais seja conivente.
Obs.: Informe-se mais sobre o assunto em intituições como CAV Crime e os Creas.
